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domingo, 26 de fevereiro de 2012

REFLEXÃO: Centro Espírita em Férias

Existem alguns paradoxos no nosso cotidiano brasileiro, que nos dá o que pensar.
Em grande número de municípios, as ambulâncias são veículos de modelo Kombi, de suspensão firme e dura. Já os carros funerários são Gálaxie, Caravan, veículos com suspensão para trafegar macio, sem socos e solavancos. Ou seja, o doente segue sacolejando; o finado vai numa boa.
Greve por melhorias de salário: na saúde, fecham-se os hospitais, dificultando a vida do doente, exatamente daquele que lhe é fonte de receita. No transporte urbano de passageiros, proíbe-se a circulação dos veículos, gerando transtornos e enorme antipatia ao movimento reivindicatório por parte da população, a mesma população que paga os seus salários. Ou seja, penaliza-se quem deveria ser bem atendido.
No meio espírita, também há paradoxos.
Centro Espírita surgiu, pela disposição altruísta e iniciativa voluntária de algumas pessoas idealistas, para congregar os interessados no conhecimento e nas práticas espíritas, notadamente a manutenção das tarefas implementadas na Casa em prol da população, crianças, jovens e adultos, desejosos de estudo, de convivência, de assistência.
Tanto se fez assim, que Centro Espírita é tido como Templo, Escola, Oficina e Hospital de almas.
Onde está o paradoxo, a contradição?
No momento em que as portas do Templo, da Escola, da Oficina e do Hospital de almas se fechem em nome de férias, feriadões, festas populares, recessos e outros afins, e com isso dizendo a quem busque orientações nobres, solução a problemas, lenitivo à dor, bálsamo à enfermidade, ou àqueles que querem fugir do desespero, da fome e da penúria material, da perturbação espiritual, da tentação do suicídio, da inclinação ao abortamento, que esperem até a próxima oportunidade para serem atendidos, quando voltarem as atividades "normais" do Centro.
Descanso, passeio, distração, lazer. Ninguém está impedido do repouso. Apenas, antes de sair de férias, avise, planeje, combine, organize, remaneje, reveze, sacrifique, de maneira a que o Centro Espírita e suas tarefas, não sofram solução de continuidade.
Não se coaduna: Centro Espírita e férias. Seu fechamento vai contra àqueles que são os principais motivadores da existência do próprio Centro: nós, as pessoas, com nossos interesses, nossas necessidades, nossas carestias.
Centro Espírita e recesso por causa de férias ou feriadões, deve ser como água e óleo, próximos, porém sempre apartados. Pura contradição.
Originalmente em: Jornal Mundo Espírita - julho/2004 - Redação - Direx
Retirado do site da Federação Espírita do Estado do Paraná 

domingo, 30 de outubro de 2011

Mensagem do dia - DESTRUIÇÃO E MISÉRIA

"Em seus caminhos há destruição e miséria".- Paulo. (ROMANOS 3: 16).


Quando o discípulo se distancia da confiança no Mestre e se esquiva à ação nas linhas do exemplo que o seu divino apostolado nos legou, preferindo a senda vasta de infidelidade à própria consciência, cava, sem perceber, largos abismos de destruição e miséria por onde passa.
Se cristaliza a mente na ociosidade, elimina o bom ânimo no coração dos trabalhadores que o cercam e estrangula as suas próprias oportunidades de servir.
Se desce ao desfiladeiro da negação, destrói as esperanças tenras no sentimento de quantos se abeiram da fé e tece vasta rede de sombras para si mesmo.
Se transfere a alma para a residência escura do vício, sufoca as virtudes nascentes nos companheiros de jornada e adquire débitos pesados para o futuro.
Se asila o desespero, apaga o tênue clarão da confiança na alma do próximo e chora inutilmente, sob a tormenta de lágrimas destrutivas.
Se busca refúgio na casa fria da tristeza, asfixia o otimismo naqueles que o acompanham e perde a riqueza do tempo, em lamentações improfícuas.
A determinação divina para o aprendiz do Evangelho é seguir adiante, ajudando, compreendendo e servindo a todos.
Estacionar é imobilizar os outros e congelar-se.
Revoltar-se é chicotear os irmãos e ferir-se.
Fugir ao bem é desorientar os semelhantes e aniquilar-se.
Desventurados aqueles que não seguem o Mestre que encontraram, porque conhecer Jesus Cristo em espírito e viver longe dele será espalhar a destruição, em torno de nossos passos, e conservar a
miséria dentro de nós mesmos.


Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Mensagem do dia: "Aceita a correção" - Emmanuel

ACEITA A CORREÇÃO

*
"E, na verdade, toda correção, no presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela".
- Paulo. (HEBREUS, 12:11).

     A terra, sob a pressão do arado, rasga-se e dilacera-se, no entanto, a breve tempo, de suas leiras retificadas brotam flores e frutos deliciosos.
     A árvore, em regime de poda, perde vastas reservas de seiva, desnutrindo-se e afeando-se, todavia, em semanas rápidas, cobre-se de nova robustez, habilitando-se à beleza e à fartura.
     A água humilde abandona o aconchego da fonte, sofre os impositivos do movimento, alcança o grande rio e, depois, partilha a grandeza do mar.
     Qual ocorre na esfera simples da Natureza, acontece no reino complexo da alma.
     A corrigenda é sempre rude, desagradável, amargurosa; mas, naqueles que lhe aceitam a luz, resulta sempre em frutos abençoados de experiência, conhecimento, compreensão e justiça.
     A terra, a árvore e a água suportam-na, através de constrangimento, mas o Homem, campeão da inteligência no Planeta, é livre para recebê-la e ambientá-la no próprio coração.
     O problema da felicidade pessoal, por isso mesmo, nunca será resolvido pela fuga ao processo reparador.
     Exterioriza-se a correção celeste em todos os ângulos da Terra.
     Raros, contudo, lhe aceitam a bênção, porque semelhante dádiva, na maior parte das vezes, não chega envolvida em arminho, e, quando levada aos lábios, não se assemelha a saboroso confeito. Surge, revestida de acúleos ou misturada de fel, à guisa de remédio curativo e salutar.
     Não percas, portanto, a tua preciosa oportunidade de aperfeiçoamento.
     A dor e o obstáculo, o trabalho e a luta são recursos de sublimação que nos compete aproveitar.

Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Currículo oculto da violência

Após atos violentos de grandes proporções, como os ocorridos em setembro de 2001, nos Estados Unidos, e o massacre ocorrido em setembro de 2004, na Rússia, o mundo faz uma pausa para lamentar a violência.
As mídias divulgam fotos que comovem até os corações mais endurecidos e geram revolta e desejo de vingança nas mentes belicosas.
Mas assim que a imprensa encontra outras matérias com que se ocupar, esses atos caem no esquecimento e só voltam a ser notícia nas retrospectivas de final de ano.
No entanto, para as pessoas diretamente envolvidas nessas tragédias o mundo jamais será o mesmo, pelo menos o seu mundo íntimo.
São vidas ceifadas, amores arrebatados, sonhos interrompidos, lembranças marcadas, desespero, saudades...
E a vida continua...
E a violência sobrevive, silenciosa, sobre a face da terra...
E se fala em paz... Nos gabinetes.
E se fala em combater a violência, fomentando-se guerras.
Até quando conviveremos com essa triste realidade sem tomar uma atitude que promova a paz?
Já sabemos que a paz do mundo não se implantará por decretos nem surgirá após a guerra.
A cultura da paz deve ser uma iniciativa lúcida, tanto individual quanto coletiva.
É preciso criar uma cultura de paz no nosso planeta.
Hoje está vigente, no seio da humanidade, o que poderíamos chamar de currículo oculto da violência.
Existe uma cultura pró-violência muito sutil e que ganha terreno dia após dia, de forma velada e letal.
É uma forma de cultivo da violência que muitas pessoas não se dão conta.
Essa cultura está presente no lar, no lazer, nos esportes, nas escolas, nas músicas, nas piadas, nos meios de comunicação, nas canções infantis, nas instituições religiosas.
Nas instituições religiosas, sim!
Nas violências que mais estarreceram e estarrecem o mundo, geralmente está presente o componente religioso.
E isso começa de forma imperceptível, quando um pai de família ou um líder religioso cria barreiras entre os da sua crença e os outros.
A criança cresce pensando que quem não é da sua crença é pessoa má, que merece ser rechaçada ou evitada, quando não se diz que é demoníaca.
Isso em nome do Cristo, em nome de Deus, em nome de um ideal, em nome da religião, seja ela qual for.
O simples fato de se torcer por um time de futebol diferente já é motivo para se criar conflitos... Até mesmo entre pessoas da mesma família.
Pessoas que se dizem religiosas e atacam outras instituições, dizendo que o único bem que merece esse título é o praticado dentro da sua fé.
Como se o bem não se bastasse por si só e tivesse que ter uma bandeira religiosa qualquer.
Briga-se por causa de idéias políticas divergentes... Briga-se pelas mais mínimas coisas.
Como diz o cancioneiro popular, “chegou a hora da gente construir a paz, ninguém suporta mais o desamor.”*
E para construir a paz é preciso largar as armas...
É preciso usar ferramentas adequadas...
É preciso falar e agir como pacifista...
Usar termos e idéias que enalteçam a paz e não a violência.
É preciso adequar a nossa terminologia, numa ação pró-paz.
Em vez de dizer “lutar pela paz”, dizer “construir a paz”, em vez de “lutar contra a violência”, “fomentar a paz”, em vez de “promover um combate”, “fazer um embate”, em vez de “armas de guerra”, “ferramentas de paz”.
Ensinar nos lares, nas escolas, nas canções, nas mídias, nas pregações religiosas, que a paz é um desejo comum a todos, não importa a raça, a crença, a posição social. E acreditar nisso.
Enquanto não agirmos dessa forma, a paz continuará só no discurso, e a violência ganhará forças, nutrida por esse currículo oculto, sutil e letal, que vige silencioso no seio da humanidade.
Pense nisso!
Observe o mundo com olhos de paz.
Faça a sua parte, que o mundo terá paz.
Mas, pense nisso agora!


Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita, inspirado em entrevista de Raul Teixeira, na cidade de Londrina, em 25/09/2004.
* Nando Cordel, música Paz Pela Paz.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Mensagem do dia - Cristo e nós

CRISTO E NÓS

*
"E disse-lhe o Senhor em visão:- Ananias! E ele respondeu: -Eis-me aqui, Senhor!" - (ATOS, 9:10).

      Os homens esperam por Jesus e Jesus espera igualmente pelos homens.
      Ninguém acredite que o mundo se redima sem almas redimidas.
      O Mestre, para estender a sublimidade do seu programa salvador, pede braços humanos que o realizem e intensifiquem. Começou o apostolado, buscando o concurso de Pedro e André, formando, em seguida; uma assembléia de doze companheiros para atacar o serviço da regeneração planetária.
      E, desde o primeiro dia da Boa Nova, convida, insiste e apela, Junto das almas, para que se convertam em instrumentos de sua Divina Vontade, dando-nos a perceber que a redenção procede do Alto, mas não se concretizará entre as criaturas sem a co- laboração ativa dos corações de boa-vontade.
      Ainda mesmo quando surge, pessoalmente, buscando alguém para a sua lavoura de luz, qual aconteceu na conversão de Paulo, o Mestre não dispensa a cooperação dos servidores encarnados. Depois de
visitar o doutor de Tarso, diretamente, procura Ananias, enviando-o a socorrer o novo discípulo.
      Por que razão Jesus se preocupou em acompanhar o recémconvertido, assistindo-o em pessoa? É que, se a       Humanidade não pode iluminar-se e progredir sem o Cristo, o Cristo não dispensa os homens na obra de soerguimento e sublimação do mundo.
      "Ide e pregai".
      "Eis que vos mando".
      "Resplandeça a vossa luz diante dos homens".
      "A Seara é realmente grande, mas poucos são os ceifeiros".
      Semelhantes afirmativas do Senhor provam a importância por ele atribuída à contribuição humana.
      Amemos e trabalhemos, purificando e servindo sempre.
      Onde estiver um seguidor do Evangelho aí se encontra um mensageiro do Amigo Celestial para a obra incessante do bem.
      Cristianismo significa Cristo e nós.

Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Mensagem do dia - Impedimentos

IMPEDIMENTOS

"Pondo de lado todo o impedimento... corramos com perseverança a carreira que nos está proposta". - Paulo. (HEBREUS, 12:1.)

      Por onde transites, na Terra, transportando o vaso de tua fé a derramar-se em boas obras, encontrarás sempre impedimentos a granel, dificultando-te a ação.
      Hoje, é o fracasso nas tentativas iniciais de progresso.
      Amanhã, é o companheiro que falha.
      Depois, é a perseguição descaridosa ao teu ideal.
      Afligir-te-ás com o fel de muitos lábios que te merecem apreço.
      Sofrerás, de quando em quando, a incompreensão dos outros.
      Periodicamente encontrarás na vanguarda obstáculos mil, induzindote à inércia ou à negação.
      A carreira que nos está proposta, no entanto, deve desdobrar-se no roteiro do bem incessante...
      Que fazer com as pessoas e circunstâncias que nos compelem ao retardamento e à imobilidade?
      O apóstolo dos gentios responde, categórico:
      "Pondo de lado todo o impedimento".
      Colocar a dificuldade à margem, porém, não é desprezar as opiniões alheias quando respeitáveis ou fugir à luta vulgar. É respeitar cada individualidade, na posição que lhe é própria, é partilhar o ângulo mais nobre do bom combate, com a nossa melhor colaboração pelo aperfeiçoamento geral. E, por dentro, na intimidade do coração,
prosseguir com Jesus, hoje, amanhã e sempre, agindo e servindo,
aprendendo e amando, até que a luz divina brilhe em nossa consciência, tanto quanto inconscientemente já nos achamos dentro dela.

Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Mensagem do dia - A semente

A SEMENTE

 “E, quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão de trigo ou de outra qualquer semente.” Paulo. (1ª EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS, CAPÍTULO 15, VERSÍCULO 37.)
Nos serviços da Natureza, a semente reveste-se, aos nossos olhos, do sagrado papel de sacerdotisa do Criador e da Vida.
Gloriosa herdeira do poder divino, coopera na evolução do mundo e transmite silenciosa e sublime lição, tocada de valores infinitos, à criatura.
Exemplifica sabiamente a necessidade dos pontos de partida, as requisições justas de trabalho, os lugares próprios, os tempos adequados.
Há homens inquietos e insaciados que ainda não conseguiram compreendê-la. Exigem as grandes obras de um dia para outro, impõem medidas tirânicas pela força das ordenações ou das armas ou pretendem trair as leis profundas da Natureza; aceleram os processos da ambição, estabelecem domínio transitório, alardeiam mentirosas conquistas, incham-se e caem, sem nenhuma edificação santificadora para si ou para outrem.
Não souberam aprender com a semente minúscula que lhes dá trigo ao pão de cada dia e lhes garante a vida, em todas as regiões de luta planetária.
Saber começar constitui serviço muito importante.
No esforço redentor, é indispensável que não se percam de vista as possibilidades pequeninas: um gesto, uma palestra, uma hora, uma frase pode representar sementes gloriosas para edificações imortais. Imprescindível, pois, jamais desprezá-las.

Do livro Pão Nosso

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Mensagem do dia - Antes de servir

ANTES DE SERVIR

 “Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir.” — Jesus. (MATEUS, CAPÍTULO 20, VERSÍCULO 28.)

Em companhia do espírito de serviço, estaremos sempre bem guardados. A Criação inteira nos reafirma esta verdade com clareza absoluta.
Dos reinos inferiores às mais altas esferas, todas as coisas servem a seu tempo.
A lei do trabalho, com a divisão e a especialização nas tarefas, prepondera nos mais humildes elementos, nos variados setores da Natureza.
Essa árvore curará enfermidades, aquela outra produzirá frutos. Há pedras que contribuem na construção do lar; outras existem calçando os caminhos.
O Pai forneceu ao filho homem a casa planetária, onde cada objeto se encontra em lugar próprio, aguardando somente o esforço digno e a palavra de ordem, para ensinar à criatura a arte de servir. Se lhe foi doada a pólvora destinada à libertação da energia e se a pólvora permanece utilizada por instrumento de morte aos semelhantes, isto corre por conta do usufrutuário da moradia terrestre, porque o Supremo Senhor em tudo sugere a prática do bem, objetivando a elevação e o enriquecimento de todos os valores do Patrimônio Universal.
Não olvidemos que Jesus passou entre nós, trabalhando. Examinemos a natureza de sua cooperação sacrificial e aprendamos com o Mestre a felicidade de servir santamente. Podes começar hoje mesmo. Uma enxada ou uma caçarola constituem excelentes pontos de início. Se te encontras enfermo, de mãos inabilitadas para a colaboração direta, podes principiar mesmo assim, servindo na edificação moral de teus irmãos.

Do livro Pão Nosso